Cartórios criam padrão nacional para digitalização do registro de imóveis
- O Longevolo

- 19 de jun.
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Os cartórios de registro de imóveis do Brasil deram um novo passo na modernização dos serviços imobiliários com a publicação de uma norma que estabelece um padrão nacional para o funcionamento do registro eletrônico de imóveis. A medida foi oficializada pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, responsável pela implantação dos serviços digitais em todo o país.
A nova regulamentação define como atos, documentos e informações devem ser estruturados nos sistemas eletrônicos, permitindo maior integração entre cartórios, instituições financeiras, plataformas digitais e órgãos públicos. O objetivo é tornar os processos imobiliários mais rápidos, seguros e padronizados em âmbito nacional.
Até então, procedimentos como registros de compra e venda, financiamentos e outros atos imobiliários podiam apresentar formatos diferentes conforme o estado ou o cartório responsável. Com a padronização, passa a existir uma linguagem única para os registros, facilitando a comunicação entre sistemas e reduzindo a necessidade de processos manuais.
A norma também organiza digitalmente os principais livros registrais, como o Protocolo, a Matrícula e o Registro Auxiliar, que passarão a ser produzidos em formato eletrônico estruturado. A mudança permitirá maior automação, diminuição de inconsistências e mais agilidade na tramitação dos processos.
Padronização
Outro destaque é a criação de uma lista nacional de atos registrais, que uniformiza a nomenclatura utilizada pelos cartórios em todo o território brasileiro. A medida é considerada fundamental para viabilizar a integração plena do setor imobiliário ao ambiente digital.
Segundo o Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, a padronização permitirá que informações sejam compartilhadas de forma mais eficiente e segura, beneficiando operações como financiamentos imobiliários, emissão de certidões e consultas de dados.
A implantação ocorrerá de forma gradual em todo o país, permitindo a adaptação dos sistemas já existentes. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência dos serviços e facilitar o acesso ao crédito imobiliário, fortalecendo a modernização do mercado de imóveis brasileiro.

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