Conab estima safra de 709,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2026/27
- O Longevolo

- 28 de abr.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (28) o 1º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/27, com projeção de produção de 709,1 milhões de toneladas no país. Caso o número se confirme, o volume representará crescimento de 5,3% em relação à safra anterior e será a segunda maior produção da série histórica da Companhia.

Segundo a Conab, o avanço é impulsionado principalmente pela melhora das condições climáticas, aumento da produtividade das lavouras e ampliação da área colhida. A produtividade média nacional deve atingir 77.753 quilos por hectare, alta de 3,4%, enquanto a área destinada à colheita pode chegar a 9,1 milhões de hectares, maior marca já registrada pela Companhia.
A região Sudeste segue como principal produtora nacional, com expectativa de colher 459,1 milhões de toneladas, crescimento de 6,8% em comparação à safra passada. O Centro-Oeste aparece na sequência, com previsão de 154,5 milhões de toneladas.
No Nordeste, a estimativa é de 55,2 milhões de toneladas, aumento de 3,7%, enquanto a região Sul deve alcançar 36,2 milhões de toneladas. Já o Norte do país, apesar da redução de área plantada, pode registrar crescimento de 9,7% na produção devido ao ganho de produtividade.
Produção de etanol pode bater recorde
A maior oferta de cana também deve impactar diretamente a produção de etanol. A Conab projeta fabricação total de 40,69 bilhões de litros na safra 2026/27, crescimento de 8,5% sobre a temporada anterior e possível novo recorde histórico.
Do total estimado, 29,26 bilhões de litros deverão ser produzidos a partir da cana-de-açúcar, enquanto o etanol de milho deve alcançar 11,43 bilhões de litros, alta de 12,3%.
Por outro lado, a produção de açúcar deve apresentar leve retração de 0,5%, ficando estimada em 43,95 milhões de toneladas.
Mercado segue atento ao cenário internacional
De acordo com a Conab, o mercado global de açúcar continua pressionado pelo aumento da oferta internacional, especialmente devido à recuperação da produção em países como Índia e Tailândia.
Já o mercado de etanol segue mais firme, sustentado pela demanda do etanol anidro utilizado na mistura obrigatória com a gasolina e pela expansão da produção de etanol de milho no Brasil.




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