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Empresários gaúchos defendem atualização urgente do MEI e Simples Nacional

  • Foto do escritor: O Longevolo
    O Longevolo
  • 5 de jun.
  • 2 min de leitura
Micro e pequenos empresários gaúchos defenderam maior agilidade na atualização dos tetos de faturamento do Microempreendedor Individual e do Simples Nacional durante encontro realizado na segunda-feira, 1º de junho, em Porto Alegre.
O debate integrou os trabalhos da Comissão Especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar o projeto de lei complementar 108/2021, que propõe mudanças nos limites de enquadramento dos pequenos negócios. A comissão é presidida pela deputada federal gaúcha Any Ortiz. O projeto já foi aprovado pelo Senado e tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. 
O projeto em discussão prevê a elevação do teto anual de faturamento do MEI de R$ 81.000 para R$ 130.000. A proposta também autoriza a contratação de até dois empregados, ampliando o limite atual de um funcionário. Caso aprovada, a mudança elevará o limite mensal de faturamento de aproximadamente R$ 6.750 para R$ 10.833. 
O seminário ocorreu na sede da Fecomércio/RS e reuniu parlamentares, representantes de entidades empresariais e lideranças do setor produtivo. Durante o painel, foi destacado que os atuais limites de faturamento permanecem sem atualização há quase uma década, situação que, segundo representantes do setor, vem dificultando a permanência de milhares de empresas nos regimes tributários simplificados. A preocupação central é que muitos empreendedores acabam ultrapassando os limites apenas em razão da inflação acumulada, sem que tenha ocorrido crescimento real dos negócios. 
Representantes da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre apontaram que a defasagem dos valores contribui para o aumento da informalidade e dificulta a competitividade das pequenas empresas. 
Os debates realizados no Rio Grande do Sul servirão de base para a elaboração do relatório final da comissão especial. Novos seminários estaduais estão programados para São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia, ampliando a discussão sobre os impactos das mudanças para micro e pequenas empresas em todo o país.

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