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LONGEVIDADE ATIVA – UMA CONQUISTA

  • Foto do escritor: O Longevolo
    O Longevolo
  • 26 de jun.
  • 2 min de leitura

Desfrutar de uma vida longa e saudável é uma benção. Chegar aos 80 ou 90 anos independente e produtivo é, sem dúvida, motivo de gratidão e alegria.  A ssim como manter a mente ativa e participar da vida comunitária é igualmente compensador. Mas, como toda trajetória pessoal é feita de bons e maus momentos, é preciso querer e perseguir este sonho. Somos responsáveis por nossas escolhas, mas nem sempre dependemos delas. Uma longa caminhada, geralmente exige superar situações adversas e estas, podem nos fortalecer.

Não consegui concluir uma formação acadêmica, mas passei a vida toda buscando crescer como pessoa, incentivada por professores generosos que acreditaram em mim. Hoje, sinto-me grata pelo pouco que consegui no campo da cultura e da arte, uma das minhas paixões, além da família e de amigos especiais.

Graças às novas descobertas da ciência, vivemos mais hoje, mas na prática, sabemos que a conscientização também contribui e muito para uma vida plena.

Como?

- Procurando mais saúde numa horta sem veneno do que na farmácia (segundo a OMS, 03 farmácias atendem 20 mil pessoas);

- Mais produtos naturais do que industrializados;

- Mais frutas do que doces e bebidas elaboradas;

-Mais contato com as nuances da natureza do que com o frio do concreto;

- Mais exercícios e experiências novas do que o descanso de uma aposentadoria sem objetivos.

A curiosidade no que se refere à busca do conhecimento é benéfica. Por isso, precisamos estar abertos ao aprendizado e investir em nós mesmos, como pessoas mais solidárias e empáticas. Feliz de quem descobriu o prazer de ajudar ou tornar mais leve o dia de alguém com pequenos gestos e gentilezas, que geram gratidão – segundo o Dr. Camargo, o mais nobre dos sentimentos humanos, assim como a prática do voluntariado. 

“Pra que tanto repouso”, dizia-nos uma professora de Educação Física, “se temos a eternidade toda para descansar? ”

“Mata só 80% da fome”, dizia-nos uma professora nos anos 40. Eu nunca esqueci que sair de uma refeição estufada não é saudável, para preservar a memória precisamos evitar o estresse, trocar sorrisos, abraços e praticar experiências novas. E enfrentar a vida com bom humor sempre que possível.

O adoecimento é normal e com o avançar da idade, vem acompanhado de limitações. É nesta hora que precisamos de profissionais que gostem de gente e que, além de cuidar saibam escutar e colocar uma pitada de amor no que fazem, contribuindo para que que o benefício do retorno seja maior e o mundo menos ganancioso e violento. 

  E para encerrar, lembremos as palavras de Leão XIV:

 “Todos, de algum modo, somos migrantes, todos somos peregrinos a caminho da pátria celestial”. Ajudemo-nos a fazer desta travessia um lugar mais humano para todos. 

Therezina Girardi
Therezina Girardi

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