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Preço dos combustíveis se estabiliza em patamares elevados no mês de abril, mesmo com a queda do etanol, aponta IBPT

  • Foto do escritor: O Longevolo
    O Longevolo
  • 18 de abr.
  • 2 min de leitura

Os preços dos combustíveis no Brasil entraram em um momento de estabilização em abril, mas ainda em patamares elevados. É o que aponta o levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, que analisou o comportamento do mercado após o forte aumento registrado em março.

No período anterior, o diesel acumulou alta próxima de 25%, pressionando diretamente fretes, cadeias produtivas e custos operacionais. Agora, embora o ritmo de aumento tenha desacelerado, os preços permanecem elevados, mantendo o impacto sobre a economia.

Segundo o IBPT, o cenário atual não representa um alívio, mas sim uma acomodação após o choque. O diesel continua sendo o principal fator de pressão inflacionária, enquanto o mercado opera em uma lógica de ajuste e preservação.


⛽ Etanol ganha espaço

Dentro desse contexto, o etanol passa a desempenhar um papel estratégico. Diferente dos combustíveis fósseis, o biocombustível apresentou queda em algumas regiões, especialmente no Sul e Sudeste, impulsionado pela safra e maior oferta.

Esse movimento contribui para amenizar parcialmente os impactos no bolso do consumidor, embora de forma desigual no país.

Para o diretor do IBPT, Carlos Alberto Pinto Neto, o momento é de cautela:

“Estamos diante de uma reorganização defensiva do mercado, com distribuidoras buscando garantir abastecimento diante da incerteza nos custos.”

Já o presidente do instituto, Gilberto Luiz do Amaral, destaca o potencial do etanol:

“O etanol se consolida como um ativo estratégico para reduzir a dependência das oscilações do petróleo e amenizar impactos inflacionários.”


🌎 Desigualdade regional preocupa

O estudo também evidencia uma forte desigualdade regional. Enquanto o Centro-Sul consegue absorver parte da pressão com o uso do etanol, regiões como Norte e Nordeste seguem mais vulneráveis.

No Nordeste, o diesel acumulou alta superior a 30% no período recente, refletindo a dependência de importações e os custos logísticos mais elevados. Já no Norte, o cenário é semelhante, com maior exposição às variações internacionais.

Segundo o IBPT, essa diferença mostra uma fragilidade estrutural do país, que ainda não possui mecanismos eficientes para equilibrar o impacto dos combustíveis entre as regiões.


📊 Cenário segue pressionado

Mesmo com a desaceleração das altas, o mercado segue tensionado. A estabilização ocorre em níveis elevados, o que mantém os efeitos sobre inflação, competitividade e custo de vida.

O relatório reforça que, sem avanços em logística, refino e política energética, o Brasil deve continuar exposto a choques externos e suas consequências econômicas.

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