Shoppings se consolidam como centros de experiência e convivência, enquanto e-commerce cresce de forma complementar
- O Longevolo

- 20 de abr.
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O crescimento do e-commerce no Brasil não representa uma ameaça aos shopping centers — pelo contrário. Os dois modelos vêm evoluindo de forma complementar, acompanhando uma jornada de consumo cada vez mais híbrida e centrada no cliente.
Segundo dados recentes, o comércio eletrônico brasileiro faturou mais de R$ 204 bilhões em 2024, com crescimento anual acima de 10% e projeções que ultrapassam os R$ 230 bilhões. Ao mesmo tempo, os shopping centers também seguem em expansão e devem superar a marca de R$ 200 bilhões em vendas em 2025, com mais de 650 empreendimentos espalhados pelo país.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a taxa média de ocupação dos shoppings gira em torno de 95,4%, demonstrando a força e a relevância do setor.
Para especialistas do mercado, o avanço do digital ampliou o ecossistema do varejo, sem substituir o modelo físico. Enquanto o e-commerce oferece praticidade, variedade e conveniência, os shoppings continuam sendo espaços estratégicos de experiência, reunindo compras, serviços e entretenimento em um único ambiente.
A jornada do consumidor, hoje, deixou de ser linear. É cada vez mais comum pesquisar produtos online, comparar preços e, posteriormente, buscar a experiência presencial antes da decisão final. Nesse cenário, os shoppings se transformam em hubs multifuncionais, conectando diferentes etapas da compra e aumentando o tempo de permanência do público.
Além disso, o setor tem investido na diversificação de serviços, incluindo saúde, academias, coworkings, gastronomia e lazer. Essa transformação reforça o papel dos shoppings como espaços de convivência e não apenas de consumo.
Outro diferencial importante é o fator humano. Ao contrário do ambiente digital, os shoppings proporcionam interação social, experiências sensoriais e momentos de convivência entre famílias e amigos — aspectos que não podem ser replicados online.
Mesmo com o avanço do comércio eletrônico, o varejo brasileiro caminha para um modelo integrado, em que físico e digital atuam juntos para oferecer uma experiência mais completa, personalizada e conectada às novas expectativas do consumidor.


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