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A jornada

  • Foto do escritor: O Longevolo
    O Longevolo
  • 20 de abr.
  • 2 min de leitura

1 Pedro, 2:11

A jornada do estrangeiro. É assim que somos segundo a Palavra de Deus, pois nossa morada não é aqui. A sensação de que ‘algo está fora do lugar’ não é um erro de percurso, mas uma confirmação espiritual. A Bíblia é enfática ao descrever a jornada humana sobre a Terra não como uma residência permanente, mas como uma breve passagem. Somos, por definição bíblica, peregrinos e forasteiros - 1 Pedro, 2:11.


Nos esforçamos sobremaneira para termos uma escritura que comprove que possuímos uma propriedade neste mundo, mas a Bíblia convida ao desapego. Viver como passageiro exige uma mudança radical de perspectiva. No Antigo Testamento, os patriarcas como Abraão viveram em tendas, confessando que eram estrangeiros na terra que Deus lhes havia prometido. Eles entenderam que a promessa final não estava no solo que pisavam, mas em uma “pátria superior, isto é, a celestial” - Hebreus, 11:16.


A tenda, por ser móvel e frágil, simboliza perfeitamente a nossa existência. Estamos aqui hoje, mas levantaremos acampamento amanhã. Somos criados para sermos cidadãos do céu mediante a fé em Jesus. O apóstolo Paulo reforça essa identidade ao afirmar em Filipenses, 3:20 que a nossa cidadania está nos céus. Isso muda a forma como lidamos com as crises e posses deste mundo. Se somos passageiros, não sobre carregamos nossas malas com o que é perecível. O acúmulo de bens e a busca frenética por status perdem o sentido diante da eternidade. Como diz o salmista, somos como a erva que floresce pela manhã e à

tarde murcha e seca - Salmos, 90:6. Reconhecer que estamos em ‘terra estranha’ não deve gerar tristeza, mas esperança. O exílio é temporário, o lar é eterno. Jesus, antes de sua partida, consolou os discípulos prometendo preparar um lugar, garantindo que o destino final é a casa do Pai- João, 14:2. Portanto, caminhar por este mundo requer um coração leve e olhos fixos no horizonte. Não devemos nos conformar com os valores de um sistema que

não nos pertence. Ser peregrino, é ter os pés no pó da estrada, mas o coração batendo no ritmo da Nova Jerusalém. Nossa história não termina no túmulo, pois somos apenas viajantes a caminho de casa.

Deus nos abençoe!

Tiago Rauber Verruck


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