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Sul concentra mais de 1,5 milhão de empresas inadimplentes em março; dívidas somam R$ 46 bilhões

  • Foto do escritor: O Longevolo
    O Longevolo
  • 7 de mai.
  • 2 min de leitura

A inadimplência empresarial segue em alta no Brasil e preocupa especialmente a região Sul do país. Dados divulgados pela Serasa Experian mostram que, em março de 2026, aproximadamente 1,5 milhão de empresas da região estavam inadimplentes, acumulando cerca de 13,3 milhões de dívidas negativadas, que somaram aproximadamente R$ 46 bilhões.

Entre os estados do Sul, o Paraná liderou o número de empresas negativadas, com 582.437 CNPJs inadimplentes. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 510.021 empresas no vermelho, e Santa Catarina, com 415.679.

Apesar de ocupar a segunda posição em quantidade de empresas inadimplentes, o Rio Grande do Sul apresentou a maior dívida média por empresa da região, chegando a R$ 33.152,88. Já Santa Catarina registrou o maior ticket médio das dívidas, com média de R$ 3.665,52.

Cenário nacional preocupa

Em todo o país, a inadimplência empresarial voltou a crescer em março e atingiu 8,9 milhões de empresas negativadas. O volume de dívidas chegou a 62 milhões, totalizando R$ 212,8 bilhões.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o cenário reflete um ambiente financeiro ainda desafiador para as empresas brasileiras.

“O contingente de empresas com restrições de crédito segue elevado, refletindo a persistência de um ambiente financeiro ainda significativamente apertado”, explica a economista.

Ela destaca que, apesar do início do ciclo de redução dos juros, o crédito continua caro e mais difícil de acessar, dificultando a reorganização financeira das empresas.

Setor de serviços lidera inadimplência

O levantamento aponta que o setor de Serviços concentrou 55,5% das empresas inadimplentes em março. Em seguida aparecem Comércio (32,4%), Indústria (8,1%) e o setor Primário (0,9%).

Outro ponto observado é que a maior parte das dívidas está ligada ao chamado crédito comercial — compromissos com fornecedores, serviços, utilities, telefonia e varejo — utilizado pelas empresas para manter o capital de giro em funcionamento.

Com juros ainda elevados e maior cautela dos bancos na concessão de crédito, muitas empresas enfrentam dificuldades para renegociar débitos e reorganizar o fluxo de caixa.

Micro e pequenas empresas são maioria

As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais afetadas pela inadimplência no país. Em março, 8,4 milhões de pequenos negócios estavam negativados, acumulando R$ 185,3 bilhões em débitos.

De acordo com Camila Abdelmalack, essas empresas são mais vulneráveis em períodos de crédito restrito, já que dependem principalmente de linhas de curto prazo e possuem menor poder de negociação financeira.

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